segunda-feira, 13 de junho de 2011

Adieu Jorge Semprún

Desejos crescem quando são satisfeitos. 
Proverbio oriental.


Ontem, 12 de junho, foi enterrado o escritor Jorge Semprún, na França. Ele morreu na noite de terça-feira (7), em Paris, aos 87 anos.


Figura importante na literatura e política, Jorge Semprún Maura nasceu em 10 de dezembro de 1923 em Madri. Foi ex-militante comunista e sobrevivente dos campos de extermínio nazistas. Preso pela Gestapo, foi deportado em 1943 para o campo de concentração de Buchenwald (Alemanha), onde permaneceu 16 meses. 

O horror da guerra e dos Campos de concentração foi tema recorrente em sua obra. Escreveu peças de teatro, romances e roteiros de cinema. O período no cativeiro ressurge em vários de seus livros (Le Grand Voyage, L'Évanouissement, Quel beau dimanche, Le mort qu'il faut, L'Écriture ou la vie et Vingt Ans et un jour). A maior parte de sua obra foi lançada originalmente em francês. Sua bibliografia possui títulos como "La segunda muerte de Ramón Mercader" (1969) e "L'Homme européen" (2005).


Filho de um embaixador espanhol em Paris, Semprún estudou filosofia na Sorbonne. Ligado à sétima arte, Semprún foi o roteirista de filmes como "Z" (1969), do diretor grego Costa-Gavras, e "La guerre est finie" (1966), de Alain Resnais. Recebeu indicações ao Oscar pelos dois longas.


Em suas obras, Semprún mesclou a narrativa histórico-culturalista e a ruptura cronológica, utilizando-se da literatura como memória.


 «- [...] ¿para qué inventar cuando has tenido una vida tan novelesca, en la cual hay materia narrativa infinita ? Ahora bien, la novela auténtica es un acto de creación, un universo falso que ilumina, sostiene y acaso modifica la realidad. Habría que poder decir como Boris Vian : en este libro todo es verdad porque me lo he inventado todo. Yo también quisiera inventármelo todo... »
 Jorge Semprún, Veinte años y un día, Tusquets editores, Barcelona, 2003, p. 250-251

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