segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Imagem e poesia III

Nem o Zeca sabe
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Nem passar agosto esperando setembro
Mas agora, seu moço, dê licença,
que eu tenho uma cebolinha para regar,
e ficar de olho em sementes,
seletivas como eu,
que decidiram não ocupar a terra inteira.
Se_mente
Vai saber?
Será que leva o mês todo
para uma safra de cheiro verde?
Será que passa esse cheiro?
Será que eu amadureço?
Mereço?

Bandeira
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso, seja lá o que isso for
Eu não quero aquele, eu não quero aquilo,
Peixe na boca do crocodilo
Braço na Vênus de Milo acenando tchau.
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro
Se bem me lembro
O melhor futuro, este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo me escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o rio Nilo,
Quero tudo ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo, água e sal
Nada tenho, vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida, vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(se é assim, quero sim... acho que vim pra te ver)
Link: http://www.vagalume.com.br/zeca-baleiro/bandeira.html#ixzz2b8caq8qA

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